O que uma família não conseguiu encontrar: três meses a desbloquear as contas de um dos pais

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A maioria das pessoas imagina que arrumar a vida online de um dos pais depois da morte leva uma tarde. Para muitas famílias, leva meses. A história abaixo é um exemplo, construída a partir de situações que as famílias descrevem com frequência. Os nomes são inventados; os obstáculos são reais.

Este é um cenário ilustrativo, não a história de um cliente real. O Heritkey vai ser lançado em breve e ainda não tem clientes.

Semana 1: o telemóvel

Quando a mãe do Martin morreu, o iPhone dela estava na mesa da cozinha. Estava tudo ali: as fotografias, os contactos, a app do banco e as mensagens de texto com os códigos de acesso a quase tudo o resto. Ninguém sabia o código.

A família tentou aniversários e datas de casamento até o telemóvel começar a bloqueá-los por períodos cada vez mais longos. A Apple não consegue remover um código sem apagar o telemóvel, e apagá-lo eliminaria tudo o que não estivesse guardado noutro sítio. Ela não tinha configurado um contacto de legado. O nosso guia sobre desbloquear o iPhone de uma pessoa falecida explica porque é que isto é tão comum.

Semanas 2 a 6: o email

A conta de email dela era a chave para tudo: faturas, extratos, subscrições e armazenamento de fotografias estavam todos ligados a ela. Sem a palavra-passe, e com os códigos de verificação a irem para um telemóvel bloqueado, a família não conseguiu entrar. Os pedidos ao fornecedor de email exigiam uma certidão de óbito e provas de identidade, e a resposta, quando chegou, foi uma decisão caso a caso que não incluía o acesso às próprias mensagens.

Semanas 4 a 10: o dinheiro

O banco e a entidade gestora da pensão foram simples num sentido: têm os seus próprios procedimentos para situações de luto, e o cabeça de casal seguiu-os. A parte difícil foi saber que instituições existiam. Não havia lista nenhuma. Os extratos chegavam por email a uma caixa de correio que ninguém conseguia abrir. Uma conta-poupança só foi descoberta quando chegou uma carta em papel, meses depois.

Semanas 6 a 12: as subscrições

Serviços de streaming, uma revista, armazenamento na nuvem e um donativo para uma instituição de caridade continuavam a ser cobrados no cartão dela. Cada um tinha de ser encontrado no extrato bancário, contactado em separado e cancelado com uma certidão de óbito. Alguns resolveram-se com um telefonema; um exigiu três.

O que se perdeu para sempre

Dez anos de fotografias numa conta na nuvem que a família nunca conseguiu abrir. Uma pasta de notas que ela tinha escrito para os netos, mencionada uma vez num jantar de família, nunca encontrada.

O que teria transformado isto em trabalho de um fim de semana

Nada disto precisava de um advogado ou de muito dinheiro. Algumas horas, alguns anos antes, teriam bastado:

  1. Uma lista das contas e o que deve acontecer a cada uma. A nossa lista de verificação da herança digital leva cerca de uma hora.
  2. O código do telemóvel, guardado num local seguro a que a pessoa certa consiga chegar.
  3. As ferramentas das plataformas: o contacto de legado da Apple para as fotografias no iCloud e o Gestor de contas inativas da Google se ela usasse o Gmail.
  4. As palavras-passe, incluindo a do email, num local concebido para ser entregue, não no testamento. Vê porque é que as palavras-passe não devem ir para o testamento.
  5. Algumas palavras de instrução: o que manter, o que encerrar e quem contactar.

Isto é assim tão comum?

Muito. Num inquérito de maio de 2024 a 1 000 adultos nos EUA, realizado pela All About Cookies, 34% disseram não ter partilhado os seus bens digitais com ninguém, e 39% guardavam essa informação apenas na cabeça. Num inquérito de 2021 da 1Password com a Willful e a Trust & Will, apenas 36% dos millennials disseram conhecer ou ter acesso às palavras-passe online dos pais.

Onde se encaixa o Heritkey

Estamos a criar o Heritkey para que as famílias não percam meses como estes. Guardas as tuas palavras-passe, contas, documentos e mensagens num cofre encriptado, escolhes os teus herdeiros e defines um período de espera. Se algo acontecer, eles pedem acesso; se não recusares dentro do período de espera, o cofre abre-se para eles. Até lá, ninguém o pode ler, nem nós. Vê como funciona o Heritkey.

Quer uses o Heritkey quer não, começa pela lista. É a coisa mais útil que podes deixar à tua família.

Fontes